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A diferença no atendimento de uma cirurgiã plástica com foco em estilo de vida

Dra Juliana Reis; cirurgiã plástica no Ibirapuera; tratamento para lipedema; tratamento para lipedema no Ibirapuera; cirurgia de lipedema; cirurgia de lipedema no Ibirapuera; Instituto Lipedema Brasil Ibirapuera; cirurgia e tratamento para lipedema; cirurgia e tratamento para lipedema no Ibirapuera; lipoaspiração de braços e coxas; contorno corporal pós-emagrecimento; cirurgiã plástica formada na USP; tratamento cirúrgico para lipedema; equipe multidisciplinar para tratamento de lipedema; cirurgia reparadora da barriga e mama; lipoescultura de alta performance; cirurgiã plástica com foco em estilo de vida; melhores cirurgiões de lipedema do Brasil; expectativa real de cirurgia plástica; telemedicina; acompanhamento pré e pós operatório para lipedema;cirurgiã plástica com foco em estilo de vida

Você já saiu de uma consulta médica com a sensação de não ter sido realmente ouvida? Ou talvez tenha recebido a promessa de um corpo perfeito, mas sentiu, lá no fundo, que algo importante estava sendo ignorado: a sua saúde como um todo. Se você convive com as dores e o peso do lipedema, busca melhorar o contorno do seu corpo ou precisa de uma cirurgia reparadora após um grande emagrecimento, é provável que já tenha percebido como o atendimento muda quando há uma cirurgiã plástica com foco em estilo de vida à frente do seu caso. No meu consultório, a primeira coisa que faço é ouvir ativamente a sua história, porque o bisturi é apenas uma parte de um plano muito maior.

Neste artigo, quero explicar, de forma honesta e sem rodeios, o que diferencia esse tipo de cuidado. Minha especialidade é a cirurgia plástica, e é justamente por isso que utilizo ferramentas da medicina do estilo de vida na minha prática clínica: porque elas tornam os resultados mais seguros, mais duradouros e mais coerentes com a sua realidade.

O que significa uma cirurgiã plástica com foco em estilo de vida?

Quando digo que tenho foco em estilo de vida, não estou dizendo que abandonei a técnica cirúrgica. Pelo contrário. Sou cirurgiã plástica formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica pelo Hospital das Clínicas. A cirurgia é o centro do meu trabalho. O que faço é somar a esse núcleo as ferramentas da medicina do estilo de vida, como a atenção à alimentação, ao sono, à atividade física e aos hábitos diários.

Ao longo dos anos, percebi cedo uma verdade que muitos pacientes só descobrem tarde: o resultado de uma cirurgia plástica não nasce e termina dentro do centro cirúrgico. Ele começa antes, na preparação do corpo, e continua depois, na forma como você cuida de si. Por isso, no meu atendimento, conhecimento baseado na medicina do estilo de vida caminha junto com a precisão técnica. Não é uma troca, é uma soma.

Na prática, isso significa que, antes de pensar em uma lipoaspiração de braços e coxas ou em uma cirurgia de abdômen, eu observo o seu contexto completo. Como você se alimenta? Como dorme? Você tem dores? Toma medicações? Qual é o seu nível de atividade física? Essas respostas mudam completamente o planejamento e, muitas vezes, o próprio resultado final.

Por que o estilo de vida influencia no resultado da cirurgia plástica?

Essa é uma das perguntas que mais escuto, e a resposta é direta: o corpo que entra no centro cirúrgico é o mesmo que precisa cicatrizar, retrair a pele e se recuperar depois. Um organismo inflamado, com sono ruim e sedentarismo, responde de maneira diferente de um corpo preparado.

A literatura científica em cirurgia plástica é clara ao apontar que fatores como controle glicêmico, estado nutricional, tabagismo e nível de atividade física interferem na cicatrização e no risco de complicações. Não se trata de exigir perfeição antes da cirurgia, mas de melhorar as condições que estão ao seu alcance. Pequenos ajustes nos hábitos, somados, fazem diferença real na recuperação e na qualidade do contorno corporal.

Quando falo em atividade física, faço questão de reforçar que os exercícios são fundamentais, tanto na preparação quanto na manutenção dos resultados. Não cabe a mim, em um texto, indicar uma modalidade específica para você, porque isso depende da sua avaliação individual. O importante é entender que o movimento faz parte do tratamento, e não é um detalhe opcional.

Como o lipedema mudou a forma como eu olho para o corpo?

Foi no contato com pacientes de lipedema que a importância do estilo de vida ficou ainda mais evidente para mim. Fui uma das primeiras médicas a realizar a cirurgia de lipedema no Brasil, em 2015, junto com o Dr. Fábio Kamamoto. Desde então, acumulei grande experiência na área de lipedema e hoje atuo como diretora clínica da unidade Ibirapuera do Instituto Lipedema Brasil.

O lipedema é uma doença frequentemente mal compreendida. Ao contrário do que muitos pensam, ele não é uma doença do tecido adiposo. É uma doença do tecido conjuntivo, na qual o tecido adiposo é um dos principais acometidos. Isso significa que não estamos falando apenas de um maior acúmulo de células de gordura. Há mais inflamação, mais fibrose, mais flacidez, maior frouxidão dos ligamentos e um risco aumentado de complicações ortopédicas.

A dor é o sintoma mais comum, presente em cerca de 86% das pacientes. Ou seja, existe lipedema sem dor em aproximadamente 14% dos casos. A ausência de dor não exclui o diagnóstico, mas é importante deixar claro que precisa haver sintomas. Pacientes que apresentam apenas uma distribuição de gordura desproporcional, sem nenhum sintoma associado, não são, por si só, portadoras de lipedema.

Outro ponto que costumo esclarecer: o lipedema não é uma condição exclusiva de mulheres com obesidade. Embora seja mais comumente associado a ela, mulheres magras também podem ter lipedema, e muitas vezes são extremamente sintomáticas. O ganho de peso não é condição necessária para o diagnóstico. Em homens, o lipedema é algo extremamente raro, e quando ocorre, geralmente está associado a problemas hormonais ou outras patologias. Trata-se de uma condição predominantemente feminina.

Lipedema e obesidade são a mesma coisa?

Não. São doenças diferentes, e uma não se transforma na outra. No entanto, é extremamente frequente que as duas coexistam. O acúmulo de gordura próprio do lipedema e os sintomas associados, como dor e peso nas pernas, podem levar a deformidades e a maior sedentarismo. Esses fatores, por sua vez, podem favorecer o ganho de peso. Por isso, é comum encontrar as duas condições no mesmo corpo.

Essa distinção importa também quando falamos de risco metabólico. No lipedema isolado, esse risco tende a ser menor do que na obesidade. Porém, quando há obesidade associada, o risco metabólico passa a ser o da obesidade. Compreender essa diferença é parte do que torna o acompanhamento com alguém que entende do tema tão valioso, pois cada paciente exige um plano específico.

É justamente aqui que as ferramentas da medicina do estilo de vida se encontram com a cirurgia. Não existe tratamento mágico para o lipedema, e tampouco um único tratamento altamente eficaz que resolva tudo sozinho. O que existe são muitas pequenas intervenções que, somadas, podem trazer um resultado muito bom. Ajuste alimentar, controle da inflamação, atividade física orientada, manejo da dor e, quando indicado, a cirurgia. Tudo isso compõe um conjunto que faz sentido para cada caso.

A cirurgia resolve o lipedema sozinha?

Esta é uma pergunta que merece a maior sinceridade possível, e é exatamente o tipo de transparência que busco oferecer. A cirurgia, na forma da lipoaspiração específica para lipedema, é uma ferramenta importante e pode trazer grande alívio, redução da dor e melhora da qualidade de vida. Com o tratamento adequado, muitas vezes é possível viver com muito menos dor e mais liberdade. Mas a cirurgia não substitui o cuidado contínuo.

Se a paciente realiza a cirurgia e não dá atenção aos hábitos de vida, parte do benefício pode se perder ao longo do tempo. Por isso, o tratamento conservador para lipedema e o acompanhamento multidisciplinar não são etapas anteriores que se encerram quando o procedimento acontece. Eles continuam fazendo parte da vida da paciente.

Durante as cirurgias de contorno, também utilizo tecnologias voltadas para a retração de pele, sempre que o caso indica. Elas ajudam a melhorar o resultado em situações de maior flacidez, algo comum tanto no lipedema quanto no contorno corporal pós-emagrecimento. O importante é entender que cada recurso é escolhido de acordo com a sua necessidade individual, e não como uma fórmula igual para todos.

O que esperar de uma cirurgia de contorno corporal e reparadora?

Recebo muitas pacientes em busca de lipoescultura de alta performance, lipoaspiração de braços e coxas, cirurgia reparadora da barriga e mama, além de pessoas que passaram por grandes emagrecimentos e precisam adequar o contorno corporal. Em todos esses casos, meu compromisso é com a expectativa real de cirurgia plástica.

Isso significa que conversamos abertamente sobre prós, contras e limites de cada procedimento. Eu não vendo corpos perfeitos. Não prometo resultados que não dependem apenas da minha técnica, mas também do seu organismo, da sua cicatrização e do seu estilo de vida. Quando uma paciente entende com clareza o que é possível alcançar, a decisão se torna mais segura e a satisfação tende a ser muito maior.

O contorno corporal pós-emagrecimento, por exemplo, exige um olhar cuidadoso sobre a pele, a presença de flacidez e o estado nutricional. Pacientes que passaram por perdas de peso muito intensas podem precisar de etapas, e ser honesta sobre isso faz parte do meu trabalho. A pressa em entregar uma promessa irreal nunca foi parte da minha forma de atuar.

Como funciona o atendimento multidisciplinar?

Na unidade Ibirapuera do Instituto Lipedema Brasil, ofereço um modelo de acompanhamento com equipe multidisciplinar para tratamento de lipedema e também para os casos estéticos e reparadores. Isso inclui suporte nutricional, endocrinológico e cirúrgico, com planos de acompanhamento pré e pós operatório.

Essa estrutura existe porque acredito que o paciente não pode ser dividido em queixas isoladas. A dor nas pernas, o desejo de melhorar o contorno e a saúde metabólica conversam entre si. Quando a equipe trabalha de forma integrada, conseguimos resultados mais consistentes e um cuidado verdadeiramente humanizado.

A unidade fica em São Paulo, próxima ao aeroporto de Congonhas, o que facilita muito o acesso para quem vem de outras cidades e estados. Sei que muitas pacientes percorrem longas distâncias em busca de um cuidado especializado, e a localização foi pensada para tornar essa jornada mais simples.

Quem mora longe ou no exterior pode ser atendido?

Sim. Além do atendimento presencial em São Paulo, atuo fortemente com telemedicina, atendendo pacientes de todo o Brasil e do exterior. A consulta online permite uma primeira avaliação, o esclarecimento de dúvidas, o alinhamento de expectativas e a construção de um plano inicial. Em muitos casos, conseguimos avançar bastante antes mesmo de a paciente viajar para a etapa presencial.

Essa flexibilidade é especialmente importante para mulheres com lipedema, que muitas vezes já passaram por diversos profissionais sem receber um diagnóstico assertivo. Poder iniciar o cuidado à distância, com seriedade e embasamento, encurta o caminho até o alívio dos sintomas.

O plano de saúde cobre a cirurgia de lipedema?

Essa é uma dúvida muito frequente e merece uma resposta clara. O lipedema foi reconhecido como doença pelo CID-11, o código internacional de doenças. No entanto, os convênios pagam por procedimentos, e o procedimento em questão é a lipoaspiração, que não consta no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável por regulamentar o que deve ser coberto pelos planos. Portanto, até o momento, os convênios não cobrem essa cirurgia.

Explicar isso de forma honesta faz parte do respeito que tenho pela paciente. É melhor ter clareza sobre as condições reais desde o início do que criar expectativas que depois geram frustração.

Quais sinais ajudam a reconhecer o lipedema?

Embora o diagnóstico só possa ser confirmado em uma avaliação médica, alguns sinais costumam chamar atenção. A desproporção entre a parte superior e inferior do corpo, a sensação de peso nas pernas, dores ao toque, facilidade para formar hematomas e o chamado sinal do garrote, que é a delimitação que aparece próxima aos tornozelos, são pistas importantes. Vale destacar que o termo correto é sinal do garrote, e não outras expressões que às vezes circulam de forma equivocada.

Se você se identifica com esses sinais, o ideal é procurar avaliação com um cirurgião plástico com experiência em lipedema. Esse é o profissional mais indicado para conduzir tanto o diagnóstico quanto as opções de tratamento, sempre dentro de um plano individualizado.

Por que confiar neste conteúdo?

Este artigo foi redigido com base nas diretrizes da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e revisado por mim, garantindo que as informações sigam os protocolos médicos mais seguros e realistas da cirurgia plástica moderna. As recomendações apresentadas se apoiam em fontes reconhecidas e atualizadas, conectadas à minha prática clínica diária.

  • Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP);
  • Orientações da American Society of Plastic Surgeons (ASPS) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS);
  • Protocolos do Instituto Lipedema Brasil e referências da Lipedema Foundation;
  • Publicações científicas indexadas em bases como PubMed, JAMA e SciELO;
  • Experiência prática como uma das primeiras médicas a realizar a cirurgia de lipedema no Brasil, em 2015, e como diretora clínica da unidade Ibirapuera do Instituto Lipedema Brasil.

Perguntas frequentes

O estilo de vida realmente muda o resultado da cirurgia plástica?
Sim. Fatores como alimentação, sono, controle da inflamação e atividade física influenciam a cicatrização, a recuperação e a manutenção dos resultados. Por isso, utilizo ferramentas da medicina do estilo de vida ao longo de todo o processo cirúrgico.

A cirurgia de lipedema cura a doença?
A cirurgia é uma ferramenta importante que pode reduzir a dor e melhorar a qualidade de vida, mas não funciona isolada. O lipedema exige cuidado contínuo, com tratamento conservador e acompanhamento multidisciplinar para que os benefícios se mantenham.

Mulheres magras podem ter lipedema?
Sim. Embora o lipedema seja mais comumente associado à obesidade, mulheres magras também podem apresentá-lo, muitas vezes com sintomas intensos. O ganho de peso não é condição necessária para o diagnóstico.

O plano de saúde cobre a cirurgia de lipedema?
Atualmente não. Apesar de o lipedema ser reconhecido como doença pelo CID-11, a lipoaspiração não consta no rol da ANS, de modo que os convênios não cobrem o procedimento até o momento.

Quem mora em outro estado ou país pode iniciar o tratamento?
Sim. A telemedicina permite avaliação inicial, alinhamento de expectativas e construção de um plano, tanto para pacientes do Brasil quanto do exterior, com etapa presencial posterior em São Paulo quando necessário.

Vamos cuidar de você por inteiro

Mais do que tratar uma queixa estética, meu propósito é cuidar da sua saúde de forma integral. A cirurgia plástica é a minha especialidade, e as ferramentas da medicina do estilo de vida tornam esse cuidado mais seguro, mais sincero e mais duradouro. Acredito em resultados reais, alcançados com técnica, transparência e respeito pela sua história.

Se você busca excelência técnica unida ao cuidado verdadeiro com a sua saúde, convido você a agendar sua avaliação presencial na unidade Ibirapuera ou online comigo, Dra. Juliana Reis, CRM-SP 120293, RQE 47596. Vamos conversar com calma e traçar, juntas, o melhor plano para o seu caso.

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