Você sente dores e um peso constante nas pernas que nenhuma dieta parece resolver? Já ouviu que o problema era apenas “falta de esforço” quando, na verdade, seu corpo respondia de forma diferente do que se esperava? Ou talvez você esteja em busca de melhorar o contorno do seu corpo, mas tem receio de promessas estéticas que não condizem com a realidade. Se você chegou até aqui procurando entre os melhores cirurgiões de lipedema do Brasil, quero começar com uma verdade que orienta toda a minha prática: no meu consultório, a primeira coisa que faço é ouvir ativamente a sua história antes de pensar em qualquer plano de tratamento.
Ao longo dos últimos anos, atendi mulheres de todo o país e também do exterior que passaram anos sem um diagnóstico correto. Muitas chegam cansadas, tendo sido tratadas apenas pela queixa estética, sem que ninguém olhasse para o conjunto: a dor, o histórico familiar, os hábitos e a saúde como um todo. É exatamente esse olhar completo que quero explicar neste artigo, com a mesma transparência que uso na sala de consulta.
O que é lipedema e por que ele é tão confundido com obesidade?
O lipedema é uma doença crônica que atinge predominantemente mulheres. Um ponto importante, que costumo reforçar logo no início, é que o lipedema não é uma doença exclusiva do tecido adiposo. Trata-se de uma doença do tecido conjuntivo, em que o tecido adiposo é um dos principais acometidos. Isso muda completamente a forma de entender a condição.
Diferentemente de um acúmulo comum de gordura, no lipedema existe mais inflamação, mais fibrose, mais flacidez, maior frouxidão ligamentar e um risco aumentado de complicações ortopédicas ao longo do tempo. Por isso, não se trata apenas de “ter mais adipócitos”. O corpo responde de maneira distinta, e é esse conjunto de alterações que explica sintomas como dor, sensação de peso e facilidade para formar hematomas.
O lipedema e a obesidade são doenças diferentes. Uma não se transforma na outra. Entretanto, é extremamente frequente que as duas coexistam. O acúmulo de gordura característico do lipedema e a sintomatologia associada, como a dor e o peso nas pernas, podem levar a mais sedentarismo, o que, por sua vez, pode contribuir para o ganho de peso. São, portanto, condições distintas que muitas vezes caminham juntas e precisam ser avaliadas em conjunto.
Vale destacar que o risco metabólico do lipedema isolado tende a ser menor do que o da obesidade. Contudo, quando existe obesidade associada, o risco metabólico passa a ser o da obesidade. Esse é um dos motivos pelos quais a avaliação individual é tão importante.
Quais são os sinais e sintomas do lipedema?
A dor é o sintoma mais comum, mas é fundamental esclarecer que ela não está presente em todos os casos. Ela aparece em cerca de 86% das pacientes, o que significa que existe lipedema sem dor em aproximadamente 14% dos casos. A ausência de dor não exclui o diagnóstico.
Por outro lado, é preciso haver sintomas para caracterizar a doença. Pacientes que apresentam apenas uma distribuição de gordura desproporcional, sem qualquer sintoma associado, não são portadoras de lipedema. Esse detalhe evita tanto diagnósticos exagerados quanto o desconforto de tratar algo que não existe.
Entre os sinais que costumo observar na avaliação estão:
- Desproporção entre a parte superior e inferior do corpo, com acúmulo em pernas e, muitas vezes, braços.
- Sensação de peso e cansaço nos membros.
- Dor à palpação ou ao toque.
- Facilidade para formar hematomas.
- O chamado sinal do garrote, uma marca que se forma na transição entre a região acometida e áreas preservadas, como os tornozelos.
Uma informação que considero essencial: o lipedema não é uma condição exclusiva de mulheres com obesidade. Mulheres magras podem, sim, ter lipedema, e muitas vezes são bastante sintomáticas. O ganho de peso não é uma condição necessária para o diagnóstico.
Quanto aos homens, o lipedema é extremamente raro. Trata-se de uma condição predominantemente feminina. Nos poucos casos masculinos, geralmente há associação com problemas hormonais ou outras patologias, o que reforça a necessidade de uma investigação cuidadosa.
Existe cura para o lipedema? O que esperar do tratamento?
Preciso ser sincera, e essa sinceridade é um compromisso que assumo com cada paciente: não existe tratamento mágico para o lipedema, nem um único tratamento isolado altamente eficaz. O que existe são muitas intervenções que, somadas, podem trazer um resultado muito bom. É justamente por isso que o acompanhamento com alguém que entenda profundamente do tema faz tanta diferença, pois permite escolher, entre as opções disponíveis, aquelas que fazem sentido para cada caso.
O tratamento conservador para lipedema é a base de tudo. Ele inclui cuidados como drenagem, uso de compressão, manejo da alimentação e prática regular de atividade física. Os exercícios são fundamentais e devem ter controle de intensidade e de volume, com avaliação da adaptação individual e cuidado para evitar o alto impacto. Atividades na água são excelentes, mas definitivamente não são as únicas indicadas. Musculação, pilates, bicicleta, ioga e caminhadas também são ótimas opções, sempre orientadas de acordo com a realidade de cada pessoa.
Com o tratamento adequado, muitas vezes é possível reduzir significativamente a dor e melhorar a qualidade de vida. A ideia aqui não é a de uma promessa absoluta, mas a de um caminho consistente de melhora, construído de forma individualizada.
Quando a cirurgia de lipedema é indicada?
A cirurgia de lipedema, realizada por meio da lipoaspiração com técnicas específicas para a doença, entra em cena quando o tratamento conservador não é suficiente para controlar os sintomas ou quando há uma indicação clara após a avaliação completa. Não é o primeiro passo, e sim uma etapa dentro de um plano maior.
Fui uma das primeiras médicas a realizar a cirurgia de lipedema no Brasil, em 2015, ao lado do Dr. Fábio Kamamoto. Desde então, acompanho de perto a evolução das técnicas e dos protocolos. Nas cirurgias, além da remoção cuidadosa do tecido acometido, utilizo tecnologias voltadas para a retração de pele, sempre com o objetivo de melhorar o contorno e respeitar as características de cada paciente.
Um aspecto que discuto abertamente é o alinhamento de expectativas. A cirurgia pode trazer alívio importante dos sintomas e melhora do contorno corporal, mas não elimina a necessidade de manter os cuidados do tratamento conservador. O sucesso, tanto na saúde quanto na estética, depende da continuidade dos hábitos.
O médico ideal para a cirurgia de lipedema é o cirurgião plástico com experiência na área
Uma dúvida frequente é sobre qual profissional procurar. O médico mais indicado para a cirurgia de lipedema é o cirurgião plástico com experiência específica na doença. Isso porque o procedimento exige domínio técnico da lipoaspiração e compreensão das particularidades do lipedema, que vão muito além de um procedimento estético convencional.
Sou cirurgiã plástica formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com residência em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica pelo Hospital das Clínicas da USP e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Ao longo da minha trajetória, percebi cedo que o resultado de uma cirurgia plástica não depende apenas do centro cirúrgico. Por isso, utilizo ferramentas da medicina do estilo de vida na minha prática como cirurgiã plástica, ajustando alimentação e hábitos como parte do cuidado, sempre integrados ao planejamento cirúrgico.
Esse posicionamento é importante: minha especialidade é a cirurgia plástica, e as bases da medicina do estilo de vida são ferramentas que aplico para potencializar tanto a saúde quanto o resultado estético de quem me procura.
O plano de saúde cobre a cirurgia de lipedema?
Essa é uma das perguntas que mais recebo, e respondo com clareza. O lipedema foi reconhecido como doença pelo CID-11, o código internacional de doenças. No entanto, os convênios pagam por procedimentos, e o procedimento em questão, a lipoaspiração, não consta no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que é o órgão responsável por regulamentar o que deve ser coberto pelos convênios. Por esse motivo, até o momento, os planos de saúde não cobrem essa cirurgia.
Transparência sobre esse ponto faz parte do meu compromisso de permitir que cada paciente tome uma decisão totalmente segura e consciente, sem surpresas ao longo do caminho.
Como funciona o atendimento com equipe multidisciplinar?
Acredito que o lipedema, assim como muitas queixas de contorno corporal, precisa ser tratado por um conjunto de profissionais. Hoje, como diretora clínica da unidade Ibirapuera do Instituto Lipedema Brasil, ofereço um acompanhamento com equipe multidisciplinar para tratamento de lipedema, envolvendo suporte nutricional, endocrinológico e cirúrgico.
Esse modelo permite que o cuidado comece antes da cirurgia e continue depois dela, com planos de acompanhamento pré e pós-operatório estruturados. Muitas vezes, ajustamos alimentação e hábitos antes mesmo de pensar no bisturi, porque isso melhora a saúde geral, favorece a recuperação e contribui para um resultado mais duradouro.
A unidade fica em São Paulo, próxima ao aeroporto de Congonhas, o que facilita bastante o acesso de pacientes que vêm de todo o país. Para quem está distante, também mantenho uma atuação forte em telemedicina, atendendo pacientes do Brasil e do exterior. Assim, a avaliação inicial e o acompanhamento podem começar mesmo antes de uma visita presencial.
Contorno corporal, cirurgias reparadoras e o papel do estilo de vida
Além do lipedema, atendo pacientes em busca de contorno corporal e de cirurgias reparadoras. Realizo lipoaspiração de braços e coxas, lipoescultura, cirurgias de mama, cirurgia reparadora da barriga e cuidados no contorno corporal pós-emagrecimento, para pessoas que passaram por processos intensos de perda de peso e desejam adequar o contorno do corpo.
Em todos esses casos, mantenho a mesma postura: excelência técnica unida à sinceridade sobre prós, contras e limites reais de cada procedimento. Uma lipoescultura de alta performance, por exemplo, entrega melhores resultados quando a pessoa mantém hábitos saudáveis, com alimentação equilibrada e atividade física regular. A cirurgia é uma ferramenta poderosa, mas não substitui o cuidado contínuo com a saúde.
Prefiro alinhar expectativas de forma honesta a prometer resultados perfeitos que não se sustentam na prática. Essa é a base de uma relação de confiança entre médica e paciente.
Perguntas frequentes sobre lipedema e cirurgia plástica
Lipedema tem cura? Não há uma cura definitiva, pois se trata de uma condição crônica. Contudo, com o conjunto de intervenções adequado, é possível controlar os sintomas e melhorar significativamente a qualidade de vida na maioria dos casos.
Mulher magra pode ter lipedema? Sim. O lipedema pode ocorrer em mulheres magras, que muitas vezes são bastante sintomáticas. O ganho de peso não é necessário para o diagnóstico.
A cirurgia de lipedema substitui o tratamento conservador? Não. A cirurgia complementa o tratamento, mas os cuidados conservadores, como compressão, alimentação e atividade física, continuam sendo fundamentais.
Homens podem ter lipedema? É extremamente raro. A condição é predominantemente feminina e, nos poucos casos masculinos, costuma estar associada a problemas hormonais ou a outras patologias.
Preciso ir a São Paulo para iniciar o tratamento? Não necessariamente. A avaliação inicial e o acompanhamento podem começar por telemedicina, com atendimento presencial na unidade Ibirapuera quando indicado.
Por que confiar neste conteúdo?
Este artigo foi redigido com base em diretrizes e evidências reconhecidas, garantindo que as informações sigam os protocolos médicos mais seguros e realistas da cirurgia plástica moderna. As principais bases utilizadas foram:
- Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).
- Publicações e orientações da American Society of Plastic Surgeons (ASPS) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS).
- Estudos indexados em bases científicas como PubMed, JAMA e SciELO.
- Materiais de referência da Lipedema Foundation e protocolos do Instituto Lipedema Brasil.
- Reconhecimento do lipedema pelo CID-11 como doença.
Todo o conteúdo reflete a experiência clínica e o pioneirismo de eu, Dra. Juliana Reis (CRM-SP 120293 | RQE 47596), cirurgiã plástica formada pela USP, com grande experiência na área de lipedema e atuação como diretora clínica da unidade Ibirapuera do Instituto Lipedema Brasil.
Vamos traçar o melhor plano para o seu caso
Se você chegou até aqui, provavelmente já entendeu que não trato apenas de uma queixa isolada, e sim da sua saúde como um todo. Minha proposta une excelência técnica em cirurgia plástica, grande expertise na área de lipedema e um cuidado genuíno com o seu bem-estar, do primeiro contato ao acompanhamento pós-operatório.
Se você busca um atendimento sincero, com alinhamento real de expectativas e suporte de uma equipe multidisciplinar, agende a sua avaliação presencial na unidade Ibirapuera, em São Paulo, ou de forma online, por telemedicina, esteja você em qualquer lugar do Brasil ou do exterior. Comigo, Dra. Juliana O. G. Reis, você encontrará um plano construído para o seu caso, com respeito, transparência e foco na sua saúde integral.