Entenda a abordagem integrativa de uma cirurgiã plástica com foco em estilo de vida

Dra. Juliana Reis CRM-SP 120293 RQE 47596 - Cirurgiã Plástica e referência em tratamento de lipedema em São Paulocirurgiã plástica com foco em estilo de vida

Você sente dores e um peso constante nas pernas que nenhuma dieta parece resolver? Ou talvez busque melhorar o contorno do seu corpo, mas tenha receio de promessas estéticas que não condizem com a realidade? Se você se identificou, quero que saiba que, no meu consultório, a primeira coisa que faço é ouvir a sua história com atenção. Sou cirurgiã plástica com foco em estilo de vida, ou seja, dedico minha prática à cirurgia plástica utilizando ferramentas da medicina do estilo de vida para cuidar de você por inteiro, e não apenas da sua queixa isolada.

Neste artigo, quero explicar de forma simples e transparente o que significa essa abordagem integrativa. Meu objetivo é que você compreenda como a técnica cirúrgica, o acolhimento e a atenção aos seus hábitos caminham juntos para gerar resultados mais seguros, duradouros e realistas. Vamos conversar sobre isso?

O que é uma abordagem integrativa na cirurgia plástica?

Quando falo em abordagem integrativa, refiro-me a algo bastante concreto: o resultado de uma cirurgia plástica não começa nem termina dentro do centro cirúrgico. Ele está profundamente ligado ao seu estado geral de saúde, aos seus hábitos alimentares, à sua rotina de movimento e ao seu preparo emocional antes e depois do procedimento.

Formada em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica pelo Hospital das Clínicas, percebi ao longo da minha trajetória que os pacientes que cuidavam da própria saúde de maneira ampla tinham recuperações mais tranquilas e resultados mais consistentes. Foi a partir dessa observação que passei a incorporar bases da medicina do estilo de vida na minha prática como cirurgiã plástica.

Isso não significa transformar a consulta cirúrgica em uma consulta de rotina. Significa, sim, entender que a alimentação, a qualidade do sono, o controle do estresse e a prática de exercícios físicos são fatores que influenciam diretamente a cicatrização, o contorno corporal e a manutenção do que conquistamos com o bisturi. Em outras palavras, a cirurgia é a ferramenta principal, e o estilo de vida é o que sustenta o resultado ao longo do tempo.

Por que o estilo de vida influencia o resultado da cirurgia plástica?

Muitas pessoas acreditam que a cirurgia plástica é um evento isolado: opera-se, recupera-se e pronto. A realidade, no entanto, é mais complexa e mais interessante. O corpo é um sistema integrado, e a maneira como você vive impacta diretamente a forma como ele responde a um procedimento cirúrgico.

Alguns pontos que costumo explicar aos meus pacientes são:

  • Cicatrização: uma alimentação equilibrada, rica em nutrientes, favorece a reparação dos tecidos após a cirurgia.
  • Manutenção do contorno: procedimentos como a lipoaspiração removem células de gordura de determinadas áreas, mas as células remanescentes ainda podem aumentar de volume caso os hábitos não sejam cuidados. O estilo de vida ajuda a preservar o resultado.
  • Recuperação: pacientes ativos e com boa condição geral tendem a ter uma recuperação mais confortável, embora cada organismo tenha seu próprio tempo.
  • Preparo emocional: alinhar expectativas antes da cirurgia reduz frustrações e contribui para uma experiência mais positiva.

Vale destacar que exercícios físicos são fundamentais nesse processo, tanto no preparo quanto na manutenção. Não se trata de indicar uma atividade específica, mas de compreender que o movimento regular é um aliado importante da sua saúde e do seu resultado estético.

Como essa abordagem se aplica ao tratamento do lipedema?

O lipedema é um dos temas centrais da minha atuação e um exemplo claro de por que a abordagem integrativa faz tanta diferença. Fui uma das primeiras médicas a realizar a cirurgia de lipedema no Brasil, em 2015, junto com o Dr. Fábio Kamamoto, e desde então acompanho de perto a evolução do conhecimento sobre essa condição.

É importante esclarecer um ponto que gera muita confusão: o lipedema não é simplesmente um acúmulo maior de gordura. Ele é uma doença do tecido conjuntivo, na qual o tecido adiposo é um dos principais acometidos. Isso significa que, além do aumento de gordura em determinadas regiões, há mais inflamação, mais fibrose, mais flacidez e maior frouxidão ligamentar, o que também eleva o risco de complicações ortopédicas.

A dor é o sintoma mais comum, presente em cerca de 86% das pacientes. Ou seja, existe lipedema sem dor em aproximadamente 14% dos casos, e a ausência de dor não exclui o diagnóstico. Por outro lado, é necessário que haja sintomas: uma distribuição de gordura desproporcional, sem nenhum sintoma associado, não caracteriza lipedema.

Outro esclarecimento relevante é que o lipedema não é uma condição exclusiva de mulheres com obesidade. Mulheres magras também podem ter lipedema e, muitas vezes, são extremamente sintomáticas. O ganho de peso não é uma condição necessária para o diagnóstico. Em homens, a condição é extremamente rara e geralmente está associada a problemas hormonais ou outras patologias.

Existe um tratamento único e definitivo para o lipedema?

Essa é uma pergunta que ouço com frequência, e minha resposta é sempre a mesma, porque prezo pela transparência: não existe tratamento mágico para o lipedema e não existe um único tratamento altamente eficaz. O que existe são muitas pequenas intervenções que, quando somadas, podem trazer um resultado muito bom.

É justamente por isso que o acompanhamento com uma equipe que entenda profundamente do tema faz tanta diferença. O tratamento pode combinar medidas conservadoras, cuidados clínicos e, em determinados casos, a cirurgia. A lipoaspiração, quando bem indicada e realizada por um cirurgião plástico com experiência em lipedema, é uma ferramenta importante, mas ela integra um conjunto maior de cuidados.

Dentro dessa lógica, o estilo de vida ocupa um papel de destaque. A alimentação anti-inflamatória e a prática regular de exercícios físicos ajudam a controlar sintomas e a melhorar a qualidade de vida. Quando falo de atividade física para pacientes com lipedema, sempre reforço a importância do controle de intensidade e de volume, além da avaliação individual de adaptação e da preferência por atividades de menor impacto. Exercícios na água são excelentes, mas definitivamente não são os únicos recomendados: musculação, pilates, bicicleta, yoga e caminhadas também são ótimas opções.

Com o tratamento adequado e um acompanhamento consistente, muitas vezes é possível viver com muito mais conforto e com significativa redução das dores. Não prometo cura milagrosa, mas ofereço um plano realista e personalizado para cada caso.

Lipedema e obesidade são a mesma coisa?

Não. Lipedema e obesidade são doenças diferentes, e uma não se transforma na outra. Entretanto, é extremamente frequente que as duas coexistam. Isso acontece por um motivo compreensível: o acúmulo de gordura do lipedema e os sintomas associados, como dor e peso nas pernas, podem levar a deformidades e a maior sedentarismo. Esses fatores, por sua vez, podem contribuir para o ganho de peso.

Do ponto de vista metabólico, o risco tende a ser menor no lipedema isolado do que na obesidade. Contudo, quando há obesidade associada, o risco metabólico passa a ser o da obesidade. Por isso, avaliar cada paciente de forma individual e cuidar da saúde de maneira global é indispensável. É aqui que a atuação de uma equipe multidisciplinar se torna decisiva.

Como funciona o acompanhamento multidisciplinar?

Um dos pilares da minha prática é o trabalho em equipe. Como diretora clínica da unidade Ibirapuera do Instituto Lipedema Brasil, coordeno um acompanhamento que envolve profissionais de diferentes áreas, como nutrição e endocrinologia, além da atuação cirúrgica.

Esse modelo de cuidado permite planejar cada etapa com cautela, oferecendo suporte no pré e no pós-operatório. Antes de pensar no bisturi, avaliamos sua saúde de forma ampla e ajustamos hábitos sempre que possível. Depois da cirurgia, seguimos acompanhando você para que o resultado se mantenha e para que a recuperação ocorra da forma mais tranquila possível.

A unidade Ibirapuera, localizada em São Paulo, foi pensada como um polo de excelência e conta com uma vantagem prática importante: fica próxima ao aeroporto de Congonhas, o que facilita o acesso de pacientes que vêm de todo o Brasil. Além do atendimento presencial, atuo fortemente com telemedicina, o que permite acolher e orientar pacientes em diferentes regiões do país e também no exterior.

Quais cirurgias fazem parte dessa abordagem integrativa?

Além do tratamento do lipedema, atendo pacientes que buscam contorno corporal e cirurgias reparadoras. Em todos os casos, a filosofia é a mesma: unir excelência técnica ao cuidado real com a saúde. Entre os procedimentos que realizo, destaco:

  • Lipoaspiração e lipoescultura: em regiões como braços, coxas, joelhos, abdômen, flancos, costas e papada, sempre com alinhamento cuidadoso de expectativas.
  • Contorno corporal pós-emagrecimento: para pessoas que passaram por processos intensos de perda de peso e precisam adequar o contorno do corpo, com atenção especial ao excesso de pele.
  • Cirurgias de mama e de abdômen: procedimentos reparadores e estéticos conduzidos com técnica e humanização.

Quando há necessidade, utilizo tecnologias voltadas à retração da pele, que auxiliam em determinados resultados. Ainda assim, faço questão de reforçar: nenhuma tecnologia substitui a avaliação criteriosa, o preparo do paciente e o cuidado com o estilo de vida.

O plano de saúde cobre a cirurgia de lipedema?

Essa é uma dúvida muito frequente e merece uma resposta clara. O lipedema foi reconhecido como doença pelo CID-11, o Código Internacional de Doenças. No entanto, os convênios pagam por procedimentos, e o procedimento em questão é a lipoaspiração, que ainda não consta no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão responsável por regulamentar o que deve ser coberto pelos convênios. Portanto, até o momento, os planos de saúde não cobrem essa cirurgia.

Compartilho essa informação porque acredito que a transparência é parte do cuidado. Prefiro que você tome decisões com base em dados reais, sem falsas expectativas.

Por que a sinceridade médica é tão importante?

Um dos valores que mais prezo no meu atendimento é a franqueza. Vivemos em um contexto em que a cirurgia plástica muitas vezes é apresentada como uma promessa de corpos perfeitos. Eu trabalho de outra forma. Discuto abertamente os prós, os contras e os limites reais de cada procedimento, para que a sua decisão seja consciente e segura.

Isso significa, por exemplo, explicar que resultados dependem de características individuais, que a recuperação exige paciência e que o cuidado com o estilo de vida é parte inseparável do processo. Prefiro alinhar expectativas antes da cirurgia a lidar com frustrações depois. Essa postura, para mim, é a base de uma relação de confiança entre médica e paciente.

Por que confiar neste conteúdo?

Este artigo foi redigido com base em diretrizes e evidências reconhecidas na área da cirurgia plástica e do tratamento do lipedema, e revisado pela Dra. Juliana O. G. Reis (CRM-SP 120293 | RQE 47596), garantindo que as informações sigam protocolos médicos seguros e realistas. As principais bases utilizadas foram:

  • Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP);
  • Orientações da American Society of Plastic Surgeons (ASPS) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS);
  • Estudos e materiais de referência da Lipedema Foundation;
  • Protocolos do Instituto Lipedema Brasil;
  • Diretrizes assistenciais alinhadas à formação no Hospital das Clínicas da USP.

Além dessas referências, o conteúdo reflete a experiência prática de quem foi uma das pioneiras na cirurgia de lipedema no Brasil, desde 2015, e que atua com grande expertise na área de lipedema e em contorno corporal.

Perguntas frequentes

1. O lipedema tem cura?
Até o momento, não existe cura definitiva para o lipedema. Contudo, com o tratamento adequado, que combina medidas conservadoras, cuidados clínicos, estilo de vida e, quando indicada, a cirurgia, muitas vezes é possível reduzir significativamente os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

2. Mulheres magras podem ter lipedema?
Sim. O lipedema não é uma condição exclusiva de mulheres com obesidade. Mulheres magras podem apresentar lipedema e, em muitos casos, são bastante sintomáticas. O ganho de peso não é uma exigência para o diagnóstico.

3. Qual é o profissional ideal para a cirurgia de lipedema?
O profissional indicado é o cirurgião plástico com experiência específica em lipedema, capaz de avaliar as particularidades da doença e de conduzir o procedimento com segurança.

4. O estilo de vida realmente influencia o resultado da cirurgia?
Sim. Alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos, sono de qualidade e controle do estresse contribuem para a cicatrização, para a recuperação e para a manutenção do contorno corporal ao longo do tempo.

5. É possível fazer o acompanhamento à distância?
Sim. Além do atendimento presencial na unidade Ibirapuera, em São Paulo, ofereço acompanhamento por telemedicina, o que permite orientar pacientes de diferentes regiões do Brasil e do exterior.

Conclusão

A abordagem integrativa que pratico parte de uma convicção simples: cuidar de você é cuidar do seu corpo por inteiro. A cirurgia plástica é a minha ferramenta principal, e as bases da medicina do estilo de vida são recursos valiosos que utilizo para tornar os resultados mais seguros, realistas e duradouros. Seja no tratamento do lipedema, no contorno corporal ou nas cirurgias reparadoras, meu compromisso é com a sua saúde global e com a sinceridade em cada etapa.

Se você busca excelência técnica unida ao cuidado real com a sua saúde, convido você a agendar uma avaliação, presencial na unidade Ibirapuera do Instituto Lipedema Brasil ou por telemedicina, comigo, Dra. Juliana Reis. Vamos conversar sobre a sua história e traçar, juntos, o melhor plano para o seu caso.

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