Você já se sentiu insegura ao pensar em uma cirurgia plástica, com medo de promessas bonitas demais para serem verdade? Ou convive com dores e peso nas pernas que nenhuma dieta parece resolver? Essas dúvidas são absolutamente legítimas, e escutá-las é o primeiro passo do meu trabalho. Como cirurgiã plástica formada na USP, aprendi cedo que técnica cirúrgica de excelência e cuidado com a saúde global caminham juntos. Não existe resultado bonito e duradouro sem que a sua saúde como um todo seja respeitada.
Neste artigo, quero conversar de forma simples e sincera sobre por que a formação sólida, o rigor técnico e uma visão ampla do paciente fazem toda a diferença. Meu objetivo não é vender um corpo perfeito, e sim ajudar você a entender o que realmente importa quando o assunto é o seu corpo e o seu bem-estar.
O que significa ser uma cirurgiã plástica formada na USP?
A formação médica é a base de tudo. Eu me formei pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) em 2005 e realizei residência em Cirurgia Geral e em Cirurgia Plástica pelo Hospital das Clínicas da USP. Esse caminho não é apenas um detalhe do currículo: ele molda a forma como enxergo cada paciente que chega ao consultório.
Durante a formação em um hospital-escola de referência, a gente aprende a lidar com casos complexos, com a anatomia real e com as complicações possíveis. Isso ensina, acima de tudo, respeito pelos limites do corpo humano. Quando falo em cuidado técnico, refiro-me a essa base: conhecer profundamente o funcionamento do organismo, planejar cada etapa da cirurgia e antecipar riscos antes mesmo de entrar no centro cirúrgico.
Sou membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o que significa que sigo diretrizes reconhecidas e atualizadas. A cirurgia plástica é uma especialidade médica séria, e não uma simples questão de estética. Quando a técnica é bem aplicada, ela protege a sua saúde, reduz riscos e favorece uma recuperação mais tranquila.
Por que a técnica cirúrgica influencia diretamente na sua saúde?
Muitas pessoas acreditam que o sucesso de uma cirurgia plástica depende apenas do resultado visível no espelho. Na prática, o que sustenta esse resultado é o cuidado técnico em cada detalhe. Uma cirurgia bem planejada considera a sua história clínica, exames, condições de cicatrização, saúde cardiovascular e até seus hábitos de vida.
O cuidado técnico começa muito antes da cirurgia. Ele está na avaliação criteriosa, na indicação honesta e na decisão de, muitas vezes, dizer que aquele não é o melhor momento para operar. Um profissional comprometido não realiza qualquer procedimento apenas porque o paciente pediu. Ele avalia se a cirurgia é segura, se trará benefício real e se as expectativas estão alinhadas com o que a medicina pode oferecer.
Durante o procedimento, a técnica influencia diretamente a segurança: a escolha da abordagem, o respeito aos tecidos, o cuidado com estruturas importantes e a atenção ao tempo cirúrgico. Depois, no pós-operatório, o acompanhamento próximo é o que garante a identificação precoce de qualquer sinal de alerta. Tudo isso protege a sua saúde, que é o bem mais valioso que você tem.
Como o estilo de vida afeta o resultado de uma cirurgia plástica?
Aqui está um ponto que considero fundamental e que costumo discutir com franqueza. O resultado da sua cirurgia não depende apenas do que acontece no centro cirúrgico. Ele está profundamente ligado à sua saúde global e aos seus hábitos.
Como cirurgiã plástica, eu utilizo ferramentas da medicina do estilo de vida na minha prática clínica. Isso significa que, antes e depois de qualquer procedimento, converso com o paciente sobre alimentação, sono, atividade física e outros fatores que impactam a cicatrização e a manutenção dos resultados. Não se trata de impor regras rígidas, mas de oferecer bases que favoreçam tanto a sua saúde quanto o resultado estético.
Um corpo bem cuidado cicatriza melhor, responde melhor à cirurgia e mantém os resultados por mais tempo. Por isso, entendo que o exercício físico é fundamental, assim como uma alimentação equilibrada. Não sugiro uma modalidade específica de atividade, porque cada pessoa tem suas preferências e limitações, mas reforço que a movimentação regular faz enorme diferença no processo.
Ser transparente sobre isso é uma forma de respeito. Prefiro alinhar expectativas desde o início a criar ilusões. Com hábitos saudáveis integrados ao tratamento, muitas vezes é possível alcançar resultados mais consistentes e uma recuperação mais confortável.
O que é o lipedema e por que ele exige cuidado especializado?
Além das cirurgias estéticas e reparadoras, dedico grande parte da minha atuação ao lipedema, uma condição ainda pouco conhecida e frequentemente confundida com sobrepeso ou celulite. Fui uma das primeiras médicas a realizar a cirurgia de lipedema no Brasil, em 2015, junto com o Dr. Fábio Kamamoto, e desde então acompanho de perto a evolução do tratamento dessa doença.
O lipedema não é uma simples questão de acúmulo de gordura. Na verdade, é uma doença do tecido conjuntivo, em que o tecido adiposo é um dos principais acometidos. Nele existe mais inflamação, mais fibrose, mais flacidez, maior frouxidão ligamentar e um risco aumentado de complicações ortopédicas. Ou seja, é muito mais complexo do que aparenta.
A dor é o sintoma mais comum, presente em cerca de 86% das pacientes. Isso significa que existe lipedema sem dor em aproximadamente 14% dos casos. A ausência de dor não exclui o diagnóstico, mas é importante deixar claro que precisa haver sintomas: uma distribuição de gordura desproporcional, sem nenhum sintoma associado, não caracteriza lipedema.
Outro ponto que costumo esclarecer é que o lipedema não é uma condição exclusiva de mulheres com obesidade. Mulheres magras também podem ter lipedema e, muitas vezes, são extremamente sintomáticas. O ganho de peso não é uma condição necessária para o diagnóstico. Já em homens, o lipedema é extremamente raro e, quando ocorre, geralmente está associado a problemas hormonais ou a outras patologias. Trata-se de uma condição predominantemente feminina.
Lipedema e obesidade são a mesma coisa?
Não. Lipedema e obesidade são doenças diferentes, e uma não se transforma na outra. Entretanto, é extremamente frequente que as duas coexistam. O acúmulo de gordura do lipedema e os sintomas associados, como dor e peso nas pernas, podem levar a deformidades e a maior sedentarismo, o que pode agravar o ganho de peso.
Em relação ao risco metabólico, ele tende a ser menor no lipedema isolado do que na obesidade isolada. Porém, quando existe obesidade associada, o risco metabólico passa a ser o da obesidade. Por isso, avaliar cada paciente de forma individual é indispensável. Rótulos genéricos não ajudam ninguém e podem, inclusive, atrasar o diagnóstico correto.
Compreender essa diferença é essencial para escolher o tratamento adequado. É justamente aqui que o cuidado técnico e o olhar atento fazem diferença, evitando abordagens equivocadas e oferecendo um caminho que faça sentido para a realidade de cada pessoa.
Existe tratamento definitivo para o lipedema?
Preciso ser sincera: não existe tratamento mágico para o lipedema, e também não existe um único tratamento altamente eficaz que resolva tudo sozinho. O que existe são muitas pequenas intervenções que, somadas, podem trazer um resultado muito bom.
Essa é uma das razões pelas quais o acompanhamento com alguém que realmente entenda do tema é tão importante. Cada paciente precisa de opções que façam sentido para o seu caso específico. O tratamento conservador para lipedema inclui cuidados clínicos, ajustes no estilo de vida, controle da alimentação e a prática regular de exercícios físicos.
Quando falamos de atividade física para pacientes com lipedema, é preciso ter atenção à intensidade, ao volume e à adaptação individual, evitando o alto impacto. Exercícios na água são excelentes, mas definitivamente não são os únicos recomendados. Musculação, pilates, bicicleta, ioga e caminhadas também são ótimas opções. O importante é encontrar o que funciona para cada corpo.
Em casos indicados, a cirurgia de lipedema, por meio da lipoaspiração específica, pode trazer alívio significativo dos sintomas e melhora da qualidade de vida. Com o tratamento adequado, muitas vezes é possível reduzir bastante a dor e recuperar mais liberdade no dia a dia. Ainda assim, a cirurgia faz parte de um plano maior, e não substitui os cuidados contínuos com a saúde.
Quais cirurgias estéticas e reparadoras exigem esse cuidado global?
O olhar cuidadoso com a saúde global vale para praticamente todos os procedimentos que realizo. Na lipoaspiração de braços e coxas, na lipoescultura de alta performance, nas cirurgias de mama e nas cirurgias de abdômen, o mesmo princípio se aplica: técnica de excelência aliada ao respeito pela saúde do paciente.
Um grupo que merece atenção especial é o de pessoas que passaram por grandes emagrecimentos. O contorno corporal pós-emagrecimento envolve cirurgias reparadoras que ajudam a adequar a pele e os tecidos após uma perda de peso importante. Nesses casos, a flacidez de pele é um desafio frequente, e o planejamento precisa ser cuidadoso.
Para lidar com a flacidez, utilizo tecnologias voltadas à retração da pele, sempre integradas ao planejamento cirúrgico individual. Cada caso é único, e por isso avalio com franqueza o que é possível alcançar, quais são os limites e quais resultados são realistas. Prometer perfeição seria desonesto; o meu compromisso é com a segurança, a saúde e um resultado natural e harmônico.
Como funciona o acompanhamento multidisciplinar na unidade Ibirapuera?
Atualmente, sou diretora clínica da unidade Ibirapuera do Instituto Lipedema Brasil, inaugurada em 2024. Esse espaço foi pensado para oferecer um atendimento completo, com equipe multidisciplinar para tratamento de lipedema e para o cuidado com o contorno corporal, reunindo profissionais das áreas nutricional, endócrina e cirúrgica.
Esse formato de trabalho reflete exatamente a minha visão: o paciente é um todo, e não apenas uma queixa isolada. Oferecemos planos de acompanhamento pré e pós-operatório, garantindo que você não fique sozinho em nenhuma etapa do processo. Esse cuidado contínuo é o que sustenta bons resultados a longo prazo.
A unidade fica em São Paulo, próxima ao Aeroporto de Congonhas, o que facilita bastante o acesso de pacientes que vêm de todo o país. Além do atendimento presencial, atuo fortemente com telemedicina, o que permite acompanhar pacientes de diversas regiões do Brasil e também do exterior. Assim, mesmo quem mora longe pode ter acesso a uma avaliação inicial e ao acompanhamento adequado.
O convênio cobre a cirurgia de lipedema?
Essa é uma dúvida muito comum, e a resposta precisa ser clara. O lipedema foi reconhecido como doença pelo CID-11, o código internacional de doenças. No entanto, os convênios pagam por procedimentos, e o procedimento no caso do lipedema é a lipoaspiração, que ainda não consta no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão que regulamenta os procedimentos cobertos pelos planos.
Portanto, até o momento, os convênios não cobrem essa cirurgia. Considero importante informar isso desde o início, para que você possa se planejar com transparência e sem surpresas. A sinceridade nas informações faz parte do respeito que tenho por cada paciente.
Por que confiar neste conteúdo?
Este artigo foi redigido com base em diretrizes e fontes reconhecidas na área médica, garantindo informações seguras e realistas sobre cirurgia plástica e lipedema. Entre as bases utilizadas, destaco:
- Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP);
- Orientações da American Society of Plastic Surgeons (ASPS) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS);
- Publicações científicas e materiais da Lipedema Foundation;
- Protocolos clínicos do Instituto Lipedema Brasil;
- Formação e experiência prática em um hospital-escola de referência, o Hospital das Clínicas da USP.
Todo o conteúdo reflete a experiência clínica de mais de uma década em cirurgia plástica estética, reparadora e no atendimento focado em pacientes com lipedema, sempre alinhada aos protocolos médicos mais seguros e à prática de uma medicina honesta e centrada no paciente.
Perguntas frequentes
A cirurgia plástica é segura?
Quando realizada por um cirurgião plástico com formação sólida, em ambiente adequado e após avaliação criteriosa, a cirurgia plástica é um procedimento seguro. Todo ato cirúrgico envolve riscos, mas o cuidado técnico e o acompanhamento reduzem significativamente essas possibilidades.
Posso tratar o lipedema sem cirurgia?
Sim. O tratamento conservador, com ajustes no estilo de vida, alimentação equilibrada e exercícios físicos, é parte essencial do cuidado. A cirurgia é indicada em casos específicos, sempre dentro de um plano maior de tratamento.
Mulheres magras podem ter lipedema?
Sim. O lipedema não é exclusivo de mulheres com obesidade. Mulheres magras podem apresentar a condição e, muitas vezes, são bastante sintomáticas.
O resultado da cirurgia é permanente?
Os resultados podem ser duradouros, mas dependem também dos seus hábitos de vida. Alimentação, atividade física e cuidados contínuos ajudam a manter o resultado ao longo do tempo.
Posso ser atendida se moro em outra cidade ou país?
Sim. Além do atendimento presencial na unidade Ibirapuera, ofereço acompanhamento por telemedicina, o que possibilita atender pacientes de todo o Brasil e do exterior.
Conclusão
O cuidado técnico de uma cirurgiã plástica com formação sólida não se limita ao resultado estético. Ele se estende à sua saúde, à sua segurança e à qualidade da sua recuperação. Acredito profundamente que unir excelência cirúrgica ao cuidado com o estilo de vida é o caminho para resultados verdadeiros e duradouros, sem promessas irreais.
Se você busca um atendimento sincero, com foco na sua saúde integral, seja para uma cirurgia estética, reparadora ou para o tratamento do lipedema, ficarei feliz em ajudar. Agende sua avaliação presencial na unidade Ibirapuera ou online comigo, eu, Dra. Juliana Reis — CRM-SP 120293 — RQE 47596. Vamos conversar com transparência e traçar o melhor plano para o seu caso.