Você sente dores e um peso constante nas pernas que nenhuma dieta parece resolver? Ou talvez deseje melhorar o contorno do seu corpo, mas tem medo de promessas estéticas que não condizem com a realidade? Eu compreendo essas inseguranças mais do que você imagina. Como cirurgiã plástica formada na USP, aprendi desde cedo que o primeiro passo de qualquer tratamento não acontece no centro cirúrgico, e sim na escuta atenta da sua história. É por isso que, na minha prática, eu separo o tempo necessário para entender o que realmente incomoda cada pessoa antes de pensar em qualquer procedimento.
Ao longo deste artigo, quero apresentar de forma honesta como conduzo o atendimento de pacientes com lipedema, queixas estéticas e necessidade de cirurgias reparadoras. Meu compromisso é com a transparência: vou explicar o que a cirurgia plástica pode oferecer, quais são seus limites reais e por que o seu estilo de vida tem um papel decisivo nos resultados. Acredito que uma decisão segura só é possível quando você tem informação clara e acolhimento verdadeiro.
Por que escolher uma cirurgiã plástica formada na USP faz diferença?
A formação médica é a base de tudo. Eu me formei pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) em 2005 e realizei minhas residências em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica pelo Hospital das Clínicas da USP. Essa trajetória me proporcionou uma vivência intensa em casos complexos e um rigor técnico que carrego até hoje. Sou membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) desde 2012, o que reforça meu compromisso com diretrizes seguras e atualizadas.
Escolher uma profissional com sólida formação e título de especialista registrado (RQE) é uma forma de proteger a sua saúde. A cirurgia plástica é uma especialidade médica que envolve avaliação de riscos, planejamento individualizado e acompanhamento minucioso. Quando você opta por um atendimento embasado em ciência e ética, reduz a chance de frustrações e aumenta a segurança de todo o processo, do pré ao pós-operatório.
Atendo pacientes em São Paulo de forma presencial e também por telemedicina, recebendo pessoas de todo o Brasil e do exterior. Essa flexibilidade permite que mais pacientes tenham acesso a uma avaliação criteriosa, mesmo morando longe.
Como a cirurgia plástica se conecta com o seu estilo de vida?
Minha principal atuação é a cirurgia plástica, mas percebi cedo que o resultado de uma operação não depende apenas da técnica empregada na sala cirúrgica. A forma como você se alimenta, sua rotina de atividade física e a qualidade do seu sono influenciam diretamente a cicatrização, a recuperação e a durabilidade do contorno corporal. Por isso, eu utilizo ferramentas da medicina do estilo de vida na minha prática como cirurgiã, integrando esses cuidados ao planejamento de cada procedimento.
Isso significa que, em muitos casos, conversamos sobre ajustes na alimentação e na movimentação do corpo antes mesmo de pensar no bisturi. Não se trata de impor um padrão ou de associar valor moral ao peso de ninguém. Trata-se de preparar o organismo para responder melhor à cirurgia e de manter o resultado a longo prazo. Quando o corpo está mais saudável, a recuperação tende a ser mais tranquila e o resultado, mais consistente.
Ao recomendar exercícios físicos, prefiro orientar de forma individualizada, sempre com controle de intensidade e volume. Atividades como musculação, pilates, caminhadas, bicicleta, ioga e exercícios na água podem ser excelentes aliados, mas a escolha deve respeitar a adaptação de cada pessoa e evitar sobrecargas. O importante é compreender que o movimento é parte fundamental do cuidado, e não um detalhe secundário.
O que é o lipedema e por que ele é tão confundido com gordura comum?
O lipedema é uma condição que ainda gera muitas dúvidas, inclusive entre profissionais de saúde. Diferente do que muitos pensam, ele não é simplesmente um acúmulo de gordura. Trata-se de uma doença do tecido conjuntivo, na qual o tecido adiposo é um dos principais acometidos. Por isso, não basta perder peso para resolver a questão: existem componentes de inflamação, fibrose, flacidez e frouxidão ligamentar envolvidos.
Essa diferença é crucial. No lipedema, há um risco maior de complicações ortopédicas e uma distribuição desproporcional de gordura, geralmente nas pernas e nos braços, que não responde da forma esperada às dietas. Um sinal clássico que costumamos observar é o chamado sinal do garrote, em que há uma demarcação na região dos tornozelos, com os pés preservados.
A dor é o sintoma mais comum, presente em cerca de 86% das pacientes. Isso significa que existe lipedema sem dor em aproximadamente 14% dos casos, ou seja, a ausência de dor não exclui o diagnóstico. Por outro lado, é importante esclarecer que precisa haver sintomas: uma distribuição de gordura desproporcional, sem nenhum sinal ou sintoma associado, não caracteriza lipedema. Por isso, o diagnóstico exige avaliação cuidadosa por quem tem experiência com a doença.
Lipedema é só de mulheres com obesidade?
Esse é um dos equívocos mais frequentes. O lipedema é mais comumente associado à obesidade, mas mulheres magras também podem apresentar a condição, e muitas vezes são extremamente sintomáticas. O ganho de peso não é uma exigência para o diagnóstico. Portanto, o lipedema não é uma condição exclusiva de mulheres com obesidade.
Vale ressaltar que lipedema e obesidade são doenças diferentes. Uma não se transforma na outra, embora seja muito frequente que as duas coexistam. O acúmulo de gordura do lipedema e os sintomas associados, como dor e peso nas pernas, podem favorecer o sedentarismo e contribuir para o ganho de peso ao longo do tempo. Quando há obesidade associada, o risco metabólico passa a ser o da obesidade, e o cuidado precisa considerar esse cenário de forma integrada.
Em homens, o lipedema é extremamente raro. Trata-se de uma condição predominantemente feminina, e, quando aparece no público masculino, costuma estar relacionado a problemas hormonais ou a outras patologias. Por essa raridade, qualquer suspeita merece investigação ainda mais criteriosa.
Existe cura ou tratamento mágico para o lipedema?
Preciso ser honesta com você: não existe tratamento mágico para o lipedema, nem um único recurso isolado que resolva tudo. O que existe são diversas intervenções que, somadas, podem trazer um resultado muito bom. Isso inclui o tratamento conservador, com medidas clínicas e mudanças de hábitos, e, em casos selecionados, o tratamento cirúrgico.
O tratamento conservador para lipedema envolve cuidados como acompanhamento nutricional, prática regular de exercícios adequados, controle da inflamação e manejo dos sintomas. Já a cirurgia, quando indicada, é realizada por meio da lipoaspiração específica para o lipedema, que tem o objetivo de remover o tecido adiposo doente, aliviar a dor e melhorar a qualidade de vida. Em algumas situações, utilizo tecnologias voltadas para a retração da pele, ajustando cada etapa às necessidades individuais.
É justamente por não existir uma solução única que o acompanhamento com quem entende do tema faz tanta diferença. Cada paciente recebe um conjunto de opções que faça sentido para o seu caso. Com o tratamento adequado, muitas vezes é possível reduzir significativamente as dores e viver com mais conforto, embora os resultados variem de pessoa para pessoa.
Quem é o médico ideal para a cirurgia de lipedema?
O profissional mais indicado para a cirurgia de lipedema é o cirurgião plástico com experiência na doença. Essa combinação é fundamental, porque a lipoaspiração no lipedema exige conhecimento técnico aprofundado e sensibilidade para lidar com as particularidades do tecido acometido. Não se trata de um procedimento puramente estético, mas de uma intervenção com propósito terapêutico.
Fui uma das primeiras médicas a realizar a cirurgia de lipedema no Brasil, em 2015, em conjunto com o Dr. Fábio Kamamoto. Desde então, acumulei grande experiência na área de lipedema e segui me dedicando a oferecer um cuidado completo. Hoje, atuo como diretora clínica da unidade Ibirapuera do Instituto Lipedema Brasil, inaugurada em 2024, onde conto com uma equipe multidisciplinar para o tratamento de lipedema, incluindo suporte nutricional e endocrinológico.
Essa unidade fica próxima ao aeroporto de Congonhas, o que facilita o acesso de pacientes que vêm de outras regiões do país. Para quem está distante, mantenho uma forte atuação em telemedicina, permitindo orientações iniciais e acompanhamento à distância sempre que possível.
O plano de saúde cobre a cirurgia de lipedema?
Essa é uma dúvida muito comum e merece uma resposta clara. O lipedema foi reconhecido como doença pelo CID-11, a classificação internacional de doenças. No entanto, os convênios pagam por procedimentos, e o procedimento utilizado nesse caso é a lipoaspiração, que ainda não consta no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão que regulamenta o que deve ser coberto pelos planos.
Portanto, até o momento, os convênios não cobrem essa cirurgia. Sei que essa informação pode ser frustrante, mas prefiro que você saiba da realidade desde o início, para planejar suas decisões com tranquilidade e sem surpresas. A transparência financeira faz parte do respeito que tenho por cada paciente.
O que esperar das cirurgias estéticas e de contorno corporal?
Além do lipedema, atendo pacientes que buscam melhorar o contorno corporal por meio de procedimentos como lipoaspiração de braços e coxas, lipoescultura, cirurgias de mama e cirurgia de abdômen. Também acompanho pessoas que passaram por grandes emagrecimentos e precisam de cirurgias reparadoras da barriga e da mama para readequar o contorno do corpo após a perda de peso.
Em todos esses casos, o alinhamento de expectativas é inegociável para mim. Eu discuto de forma sincera os prós, os contras e as limitações de cada procedimento. Não trabalho com a ideia de corpos perfeitos ou de promessas inalcançáveis. Meu objetivo é entregar resultados de excelência técnica que respeitem a sua anatomia, a sua saúde e os seus desejos reais.
A lipoescultura de alta performance, por exemplo, pode trazer melhorias significativas no contorno, mas seus resultados estão profundamente ligados ao seu estilo de vida e à manutenção dos cuidados após a cirurgia. Por isso, reforço sempre que o pós-operatório e os hábitos saudáveis são tão importantes quanto o ato cirúrgico em si.
Como funciona o acompanhamento pré e pós-operatório?
Acredito que o sucesso de uma cirurgia se constrói antes e depois do centro cirúrgico. Por isso, ofereço planos de acompanhamento com equipe multidisciplinar, que podem incluir orientação nutricional e endocrinológica, tanto de forma presencial quanto online. Esse cuidado abrangente prepara o seu corpo para o procedimento e apoia a sua recuperação.
No acompanhamento pré e pós-operatório para lipedema e para as demais cirurgias, avaliamos sua saúde de maneira global. Conversamos sobre alimentação, atividade física adequada, controle de sintomas e cuidados com a cicatrização. Esse olhar integral é o que me permite cuidar de você como um todo, e não apenas tratar uma queixa isolada.
Por que confiar neste conteúdo?
Este artigo foi redigido com base em diretrizes e fontes reconhecidas, conectando a ciência atual à minha experiência clínica como cirurgiã plástica. As informações seguem protocolos médicos seguros e realistas da cirurgia plástica moderna, com foco na sua saúde integral.
- Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).
- Recomendações da American Society of Plastic Surgeons (ASPS) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS).
- Protocolos do Instituto Lipedema Brasil e referências da Lipedema Foundation.
- Diretrizes assistenciais do Hospital das Clínicas da USP e literatura científica indexada.
- Experiência prática de uma das pioneiras na cirurgia de lipedema no Brasil desde 2015, com atuação multidisciplinar na unidade Ibirapuera do Instituto Lipedema Brasil.
Este conteúdo foi revisado por mim, Dra. Juliana Reis (CRM-SP 120293, RQE 47596), garantindo que as orientações respeitem os princípios éticos e as melhores evidências disponíveis.
Perguntas frequentes
A lipoaspiração de lipedema é uma cirurgia estética?
Não. Embora utilize a técnica de lipoaspiração, o objetivo principal é terapêutico: remover o tecido adiposo doente, aliviar a dor e melhorar a qualidade de vida. A melhora no contorno é uma consequência, e não a finalidade central.
Mulher magra pode ter lipedema?
Sim. O lipedema pode acometer mulheres magras, que muitas vezes são bastante sintomáticas. O ganho de peso não é necessário para o diagnóstico, por isso a avaliação clínica criteriosa é essencial.
O resultado da cirurgia plástica depende só da técnica cirúrgica?
Não. O resultado depende também do seu estilo de vida, da alimentação, da prática de exercícios adequados e dos cuidados no pós-operatório. Por isso integro ferramentas da medicina do estilo de vida ao planejamento cirúrgico.
É possível fazer a consulta a distância?
Sim. Realizo atendimentos por telemedicina para pacientes de todo o Brasil e do exterior, além das consultas presenciais na unidade Ibirapuera, em São Paulo, próxima ao aeroporto de Congonhas.
O plano de saúde cobre a cirurgia de lipedema?
Até o momento, não. O lipedema é reconhecido pelo CID-11, mas a lipoaspiração não consta no rol da ANS, e por isso os convênios ainda não cobrem o procedimento.
Vamos cuidar da sua saúde juntas?
Se você convive com as dores do lipedema, deseja melhorar o seu contorno corporal ou precisa de uma cirurgia reparadora após um grande emagrecimento, saiba que existe um caminho sério, seguro e acolhedor. Meu compromisso é unir excelência técnica em cirurgia plástica ao cuidado real com a sua saúde global, sempre com sinceridade sobre o que é possível alcançar.
Convido você a agendar a sua avaliação, presencial na unidade Ibirapuera do Instituto Lipedema Brasil ou online, por telemedicina. Juntas, vamos analisar o seu caso com atenção e traçar o melhor plano para você. Conte comigo para escutar a sua história e oferecer um atendimento embasado, transparente e focado no seu bem-estar.