Você convive com dores e sensação de peso nas pernas que nenhuma dieta parece resolver? Ou deseja melhorar o contorno do seu corpo, mas tem receio de promessas estéticas que não combinam com a realidade? Se você se identificou, quero que saiba que a sua queixa é válida e merece ser ouvida com atenção. No meu consultório, a primeira coisa que faço é escutar ativamente a sua história, entender o que te incomoda e, principalmente, compreender o que você espera. É aqui que entra o conceito que orienta a minha prática: a medicina do estilo de vida na cirurgia plástica, ou seja, o uso de ferramentas de hábitos saudáveis como aliadas de um resultado cirúrgico seguro e duradouro.
Sou cirurgiã plástica formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com residência em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica pelo Hospital das Clínicas da USP. Ao longo dos anos, percebi que o sucesso de uma cirurgia não acontece apenas dentro do centro cirúrgico. Ele começa muito antes e continua muito depois. Por isso, utilizo bases da medicina do estilo de vida no meu atendimento como cirurgiã plástica, sempre com transparência sobre o que é possível alcançar e sobre os limites reais de cada procedimento.
O que é a medicina do estilo de vida aplicada à cirurgia plástica?
Muitas pessoas imaginam que a cirurgia plástica se resume ao ato cirúrgico em si. Na prática, o resultado que você vê no espelho depende de um conjunto de fatores: a técnica empregada, a qualidade dos seus tecidos, a sua recuperação e, de forma decisiva, os seus hábitos de vida. A medicina do estilo de vida reúne pilares como alimentação equilibrada, prática regular de exercícios, sono adequado, controle do estresse e redução de comportamentos prejudiciais à saúde.
Quando aplico esses pilares como ferramentas na minha prática cirúrgica, o objetivo é claro: preparar o seu corpo para operar em melhores condições, favorecer a cicatrização e ajudar a manter o resultado ao longo do tempo. Não se trata de impor um estilo de vida rígido, e sim de construir, junto com você, mudanças possíveis e sustentáveis. Afinal, uma cirurgia bem realizada em um corpo que recebe cuidado integral tende a apresentar recuperação mais tranquila e resultados mais consistentes.
Essa abordagem também me permite ser sincera. Em vez de prometer um corpo idealizado, prefiro traçar com você um plano realista, que respeite a sua anatomia, a sua rotina e os seus objetivos. A minha especialidade é a cirurgia plástica; a medicina do estilo de vida é a ferramenta que uso para tornar esse resultado mais seguro e humano.
Como o estilo de vida influencia o resultado da cirurgia?
O corpo humano não é uma máquina isolada. Cada escolha diária impacta a forma como você cicatriza e mantém o contorno corporal conquistado. A alimentação, por exemplo, fornece os nutrientes necessários para a reparação dos tecidos. Já a atividade física contribui para a circulação, o tônus muscular e a manutenção do peso, fatores que se refletem diretamente no aspecto final.
Quando falo em exercícios como parte do cuidado, não indico uma modalidade única. O importante é que a prática regular de atividade física seja incorporada à rotina, respeitando a sua individualidade e a sua fase de recuperação. Da mesma forma, o sono de qualidade e o controle do estresse participam desse processo, pois influenciam a resposta inflamatória e a sensação de bem-estar.
É por esse motivo que, no acompanhamento que ofereço, tratamos tanto pacientes com queixas estéticas quanto pacientes com lipedema, ajustando hábitos antes mesmo de pensar no bisturi. Quando o momento cirúrgico chega, você já está mais preparado, e isso faz diferença tanto na segurança quanto na satisfação com o resultado.
O que é o lipedema e por que ele exige cuidado especializado?
O lipedema é uma condição frequentemente mal compreendida. Ao contrário do que muitos pensam, ele não é uma doença do tecido adiposo, e sim uma doença do tecido conjuntivo, na qual o tecido adiposo é um dos principais acometidos. Isso significa que não estamos falando apenas de um acúmulo maior de células de gordura. Existe também mais inflamação, mais fibrose, mais flacidez, maior frouxidão dos ligamentos e um risco aumentado de complicações ortopédicas.
A dor é o sintoma mais comum, presente em cerca de 86% das pacientes. Portanto, existe lipedema sem dor em aproximadamente 14% dos casos. A ausência de dor não exclui o diagnóstico, mas é fundamental que existam sintomas. Pessoas com distribuição de gordura desproporcional, porém sem nenhum sintoma, não são portadoras de lipedema. Essa distinção é essencial para evitar diagnósticos equivocados.
Também é importante desfazer alguns mitos. O lipedema não é uma condição exclusiva de mulheres com obesidade. Mulheres magras podem, sim, ter lipedema, e muitas vezes são extremamente sintomáticas. O ganho de peso não é uma condição necessária para o diagnóstico. Em homens, a ocorrência é extremamente rara, já que se trata de uma condição predominantemente feminina, e quando aparece costuma estar associada a problemas hormonais ou a outras patologias.
Lipedema e obesidade são a mesma coisa?
Não. Lipedema e obesidade são doenças diferentes, e uma não se transforma na outra. Entretanto, é extremamente frequente que as duas coexistam. O acúmulo de gordura próprio do lipedema e os sintomas associados, como dor e peso nas pernas, podem levar a deformidades e a maior sedentarismo, o que pode contribuir para o ganho de peso. Ou seja, são condições distintas, mas que podem caminhar juntas.
Do ponto de vista metabólico, o risco no lipedema isolado tende a ser menor do que na obesidade. Contudo, quando existe obesidade associada, o risco metabólico passa a ser o da obesidade. Por isso, avaliar o quadro completo é indispensável para definir a melhor estratégia de cuidado, sem simplificar algo que é complexo por natureza.
Existe tratamento definitivo para o lipedema?
Preciso ser honesta com você: não existe tratamento mágico para o lipedema, tampouco um único tratamento altamente eficaz que resolva tudo sozinho. O que existe são muitas pequenas intervenções que, somadas, podem trazer um resultado muito bom. Essa é justamente a razão pela qual o acompanhamento com quem entende do tema faz tanta diferença, pois permite escolher, para cada paciente, as opções que realmente fazem sentido.
O tratamento conservador para lipedema inclui medidas como cuidados com a pele, terapias de compressão, ajustes na alimentação e a prática de exercícios físicos. Sobre a atividade física, é fundamental controlar a intensidade e o volume, avaliar a adaptação individual e evitar o alto impacto. Exercícios na água são excelentes, mas definitivamente não são os únicos recomendados. Musculação, pilates, bicicleta, yoga e caminhadas também são ótimas opções, sempre respeitando o corpo de cada pessoa.
Quando o tratamento conservador não é suficiente para controlar os sintomas, a cirurgia entra como uma ferramenta importante. Com o tratamento adequado, muitas vezes é possível viver com menos dor e mais qualidade de vida, embora os resultados variem de pessoa para pessoa. Esse é o tipo de expectativa real de cirurgia plástica que faço questão de alinhar com cada paciente.
Como funciona a cirurgia de lipedema?
A cirurgia de lipedema é realizada por meio da lipoaspiração, com técnica específica e delicada, voltada à remoção do tecido adiposo doente e ao alívio dos sintomas. Não se trata de um procedimento estético comum, e sim de uma intervenção que exige conhecimento aprofundado da doença e cuidado com a preservação de estruturas importantes.
Além da lipoaspiração, utilizo tecnologias voltadas à retração de pele, que auxiliam no resultado do contorno corporal, especialmente em regiões com maior flacidez. Cada caso é avaliado individualmente, pois o número de etapas e a extensão do tratamento dependem da gravidade do quadro e das áreas acometidas, como pernas, coxas, joelhos e braços.
Fui uma das primeiras médicas a realizar a cirurgia de lipedema no Brasil, em 2015, junto ao Dr. Fábio Kamamoto. Desde então, aprofundei minha expertise nessa área e passei a integrar o corpo cirúrgico do Instituto Lipedema Brasil. Hoje, essa vivência me permite oferecer um cuidado que une técnica cirúrgica e olhar atento à saúde global.
O plano de saúde cobre a cirurgia de lipedema?
Essa é uma dúvida muito comum. O lipedema foi reconhecido como doença pelo CID-11, o código internacional de doenças. No entanto, os convênios pagam por procedimentos, e no caso do lipedema o procedimento é a lipoaspiração, que ainda não consta no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar, órgão que regulamenta o que deve ser coberto pelos planos. Por esse motivo, até o momento, os convênios não cobrem essa cirurgia.
Explico isso de forma clara nas consultas justamente porque acredito que decisões importantes precisam ser tomadas com informação correta e sem surpresas. A transparência faz parte do cuidado que ofereço.
Quais outras cirurgias de contorno corporal você realiza?
Além do tratamento do lipedema, atendo pacientes em busca de contorno corporal e estética, sempre com a mesma postura de sinceridade. Realizo lipoaspiração de braços e coxas, pernas, joelhos, abdômen, flancos, papada e costas, além de lipoescultura de alta performance, cirurgias de mama e cirurgia de abdômen.
Também acompanho pacientes que passaram por grandes emagrecimentos e precisam de cirurgias reparadoras. O contorno corporal pós-emagrecimento envolve adequar a pele e os tecidos que ficaram após a perda de peso, com procedimentos que podem incluir a cirurgia reparadora da barriga e da mama. Nesses casos, o cuidado técnico e o acolhimento andam lado a lado, pois estamos falando de pessoas que trilharam um caminho intenso de transformação.
Em todos esses procedimentos, mantenho o compromisso de discutir prós, contras e limitações de forma extremamente sincera. Prefiro alinhar expectativas realistas a prometer resultados que não condizem com a sua anatomia. Essa honestidade é o que torna a sua decisão verdadeiramente segura.
Qual é o médico ideal para tratar o lipedema?
O profissional mais indicado para a cirurgia de lipedema é o cirurgião plástico com experiência específica em lipedema. Isso porque a condição exige domínio da técnica de lipoaspiração aplicada a um tecido diferente, com particularidades inflamatórias e de fibrose que não estão presentes em uma lipoaspiração estética convencional.
Mais do que a habilidade cirúrgica, é essencial contar com uma equipe multidisciplinar para o tratamento de lipedema. No meu acompanhamento, trabalho de forma integrada com nutrição e endocrinologia, oferecendo planos de acompanhamento pré e pós-operatório. Essa estrutura permite cuidar da paciente como um todo, e não apenas da queixa isolada.
Onde é realizado o atendimento e como funciona a telemedicina?
Atuo como diretora clínica da unidade Ibirapuera do Instituto Lipedema Brasil, em São Paulo. A unidade foi pensada para receber pacientes de todo o país e do exterior, com uma localização de fácil acesso, próxima ao aeroporto de Congonhas, o que facilita a vinda de quem mora em outras regiões.
Para quem não pode se deslocar em um primeiro momento, ofereço atendimento por telemedicina. Dessa forma, é possível iniciar a avaliação, esclarecer dúvidas e traçar um plano inicial de cuidado à distância, tanto para pacientes do Brasil quanto do exterior. O atendimento presencial na unidade Ibirapuera e o acompanhamento online se complementam, garantindo continuidade e proximidade em todas as etapas.
Por que confiar neste conteúdo?
Este artigo foi redigido com base em diretrizes e fontes científicas reconhecidas e revisado com o rigor da minha prática clínica, garantindo que as informações sigam os protocolos médicos mais seguros e realistas da cirurgia plástica moderna. As principais bases utilizadas foram:
- Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP);
- Recomendações da American Society of Plastic Surgeons (ASPS) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS);
- Protocolos do Instituto Lipedema Brasil e materiais da Lipedema Foundation;
- Referências acadêmicas indexadas em bases como PubMed e SciELO;
- Experiência clínica de formação pela Universidade de São Paulo (USP) e atuação pioneira na cirurgia de lipedema desde 2015.
Todo o conteúdo reflete a expertise de quem atua diariamente com cirurgia plástica e com grande experiência na área de lipedema, sempre priorizando a segurança e a saúde integral do paciente.
Perguntas frequentes
A cirurgia de lipedema cura a doença?
A cirurgia não é uma cura definitiva, pois o lipedema é uma condição crônica. No entanto, ela pode reduzir significativamente os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Os resultados variam conforme cada caso e são potencializados quando associados a hábitos saudáveis mantidos ao longo do tempo.
Mulheres magras podem ter lipedema?
Sim. Embora o lipedema seja frequentemente associado à obesidade, mulheres magras também podem apresentá-lo, muitas vezes com sintomas intensos. O ganho de peso não é uma condição necessária para o diagnóstico.
Preciso mudar meus hábitos antes da cirurgia?
Recomendo fortemente. Ajustar alimentação, incorporar a prática regular de exercícios e cuidar do sono ajuda a preparar o corpo, favorece a recuperação e contribui para a manutenção do resultado. Esses ajustes fazem parte do acompanhamento que ofereço.
É possível fazer a consulta à distância?
Sim. Realizo atendimentos por telemedicina para pacientes do Brasil e do exterior, permitindo iniciar a avaliação e o planejamento antes mesmo de uma eventual consulta presencial na unidade Ibirapuera.
Homens podem ter lipedema?
É extremamente raro. Trata-se de uma condição predominantemente feminina, e quando ocorre em homens costuma estar associada a problemas hormonais ou a outras patologias.
Conclusão
A cirurgia plástica que eu pratico não se limita ao ato cirúrgico. Ela nasce da escuta ativa, se apoia nos pilares da medicina do estilo de vida e se sustenta no compromisso com expectativas reais. Seja no tratamento do lipedema, no contorno corporal ou nas cirurgias reparadoras, meu foco é cuidar de você por inteiro, com técnica de excelência e sinceridade em cada etapa.
Se você busca excelência cirúrgica unida ao cuidado genuíno com a sua saúde, agende sua avaliação presencial na unidade Ibirapuera ou online comigo, Dra. Juliana O. G. Reis, CRM-SP 120293, RQE 47596. Vamos conversar com transparência e traçar, juntos, o melhor plano para o seu caso.